Mas sem deixar a sua altitude, pois então não valera à pena ter estado lá no alto, no cume.
Trata-se de um verdadeiro sagrado oficio que no latim se tornou sacrifício, descer uma montanha é percorrer um caminho já percorrido, onde, com o olhar voltado para onde queremos estar, ou seja, no alto, não vemos nada de novo. Mas a realidade é que: é este domínio do corrido que nos molda algo real, nosso, é a tradição que nos trouxe até aqui que nos levará a nós mesmos, e não a mais adiante, pois mais adiante não é necessário.
Já passou da hora de dedos serem apontados para os filósofos desta terra, acusá-los de que não cuidaram do seu povo e da honra filosófica da qual deveriam zelar. “Eis um povo que não existe!” Assim fala o próprio diabo a mando de Deus... Os filósofos brasileiros fazem questão de levantar a bandeira da ociosidade, pois para isso basta deixá-la em qualquer canto abaixada, e como tradição nos foi deixado um povo sem “filosofia própria”, um povo sem “honra filosófica”.
E está no momento de acordar tal honra e romper com uma forma de pensar que não é a nossa, que por erro histórico está estampada em nossa bandeira, poucos brasileiros sabem que “Ordem e Progresso” é o lema do Positivismo Europeu, que arruinou o mundo e o mergulhou em uma era de “Obscuridade Filosófica”.
Quem esteve no alto da montanha buscou a si mesmo, e em si mesmo se encontrou!